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Entenda o princípio da furação dos bicos oxicombustíveis e como isso influencia no desempenho das aplicações

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Usuários de equipamento oxicombustíveis que trabalham aplicando ou especificando bicos de corte, solda e aquecimento já devem ter observado algumas características nos furos destas peças. Cada modelo possui furações peculiares, o que interfere diretamente na aplicação e desempenho de cada um desses produtos. Mas por que os bicos de corte, extensões de solda, bicos de aquecimento e extensões de aquecimento possuem estas diferenças construtivas?

 
O início da construção de bicos e extensões parte do seu gás de aplicação. Para cada tipo de gás teremos comportamentos diferentes da chama. Vamos comparar o acetileno e o GLP:
 
·         A chama gerada pela combustão do acetileno não se sustenta em orifícios com diâmetros superiores a 1,1mm devido à necessidade de grande velocidade de saída do gás. Esta velocidade se justifica pela velocidade de propagação da chama de acetileno (alta).

·         Os bicos de GLP necessitam de grandes vazões de gás combustível devido ao seu balanço volumétrico com o oxigênio (3,5:1).

·         O calor gerado pela combustão do GLP é quase o dobro do calor gerado pela combustão do acetileno, apesar da chama de acetileno apresentar uma temperatura superior à chama de GLP.

 
Devido a estas características os bicos de acetileno têm, normalmente, fabricação em uma peça sólida de cobre para facilitar sua construção. Os bicos para GLP são normalmente construídos em duas peças montadas, sendo uma peça interna com vários rasgos para geração de chama e uma capa externa.


Mas atenção! Isso não é uma regra. Existem no mercado vários modelos de bicos de acetileno em duas peças montadas e bicos de GLP em cobre maciço. O importante é observar a marcação e modelo de aplicação.


Principais Características dos Bicos

Independente de seu gás de aplicação os bicos devem apresentar as seguintes características:

·         Jato de Corte: a furação central dos bicos é responsável pelo jato de oxigênio puro aplicado no oxicorte (bicos de corte). Este jato deve ser uniforme e sem desvios em relação ao eixo do bico. O diâmetro do furo (drill size) varia de acordo com a capacidade do bico, sendo pequenos diâmetros para os bicos aplicados em espessuras finas e grandes diâmetros para os bicos aplicados em cortes de grandes espessuras.

 
Jato de Corte de Oxigênio

O comprimento visível do jato de corte varia, sendo longo para os bicos de espessuras finas e curtos para os bicos de grandes espessuras.


Regularidade

A regularidade da chama de preaquecimento de um bico é a possível diferença entre os pinos da chama em ralação à altura da coroa.


Consistência

Os pinos gerados na chama devem ser iguais, ou seja, em uma chama neutra todos os pinos devem ser neutros. Em uma chama oxidante todos devem ser oxidantes.

Uniformidade

A formação da coroa de preaquecimento deve ser uniforme, ou seja, em um único nível de chama.

 

Cuidados Essenciais com os Bicos

·         Não se deve agulhar ou inserir objetos no interior dos furos dos bicos que alterem o seu diâmetro. Isso pode gerar diferenças nas chamas e até retrocessos, no caso do acetileno.

·         Nos bicos com rasgos, a sujeira deve ser removida com uma escova de aço fina e com cuidado, para não se danificar os mesmos.

·         Jamais bata em um bico de corte para retirá-lo da cabeça do maçarico. Isso pode danificá-lo. Caso o bico fique preso na cabeça do maçarico, resfrie com água e retire com as mãos.

·         Não esmerilhe a face do bico. Esta operação pode retirar a parte responsável por gerar a chama do bico e provocar retrocessos.

 

BicoBicoBico
Fig 4
Fig 1 – Aspecto do jato de corte.
Fig 2 – Bico GLP com chama de preaquecimento irregular.
Fig 3 – Bico acetileno com chama inconsistente.
Fig 4 – Preaquecimento sem uniformidade.